sábado, 3 de agosto de 2013

Loucura do ser Humano


Dessas águas que rolaram

eu vou

e você não vai se esquecer

 dessas queixas que rolaram,

que vem bem por merecer

Sem cortesia das mascaras

a noite toma atitudes drasticas

na virtude das poesias

em agonia a tanta realidade dura

as escuras vive a maldade

que a gente nao mata

sobrevive

com saudades

que ontem eu tive

a ponte que liga a vontade

com o que a gente ativa

se levanta e faz

não tem segredo

ninguém se esconde em uma manta de medo

o tempo não é capaz

uma hora ele mostra

no insento do vento que passa

encosta no rosto

toda história

todo gosto

a loucura do ser humano

que por si só já é tão insano

obrigado a viver no vão

de uma estrutura

mas falta a cultura

educação

os hospitais tão banais

e a gente aceita

enquanto a receita

é se libertar

no sol que nasce é só mar

a terra que meus pés písam

é rio

eternamene vadio

nunca vazio de amor

que sente

loucamente e sem pudor

sábado, 8 de junho de 2013

Desvio e crio quando sorrio com Meu Rio

Rio
aonde me desvio dos problemas
Eu crio
O meu próprio cinema
Meu rio
que me deu nas mãos o esquema
Esvazio a razão
faço um dilema
No rio que eu abraço
Aonde eu crio e me desfaço
Sorrio
Fazendo de tudo
só mais um desafio...


quarta-feira, 24 de abril de 2013

Meu amor cheio de defeitos

O que tenho pra falar
recitar e contemplar
rio
o vazio do seu todo mar
louco sentido que me envolve
quando me deixo mergulhar
meu corpo dissolve nas suas águas salgadas
não me queixo das mágoas
aqui afogadas
na esperança de purificar
...
É que ainda sou criança
quando me jogo no teu mar
Logo eu sei,
vou ver
essa tarde linda morrer
E mais uma vez
sentir no peito
esse amor cheio de defeitos
que só um carioca é capaz de entender

quinta-feira, 14 de março de 2013

Quase Divino

já não importa se foi um sonho bom
eu ponho o som e fico a lembrar
cada jeito seu de me olhar
que eu abra a porta mil vezes
pra esse pecado me convencer
que arte não é macabra
paixão é sorte
e o que não se sabe é quase divino
o seu modo de ser menino
tão homem pra me cobrir
vem cá, dá um beijo
me poe pra dormir
e só me acorda quando voltar


eu não sei
o porque de tudo isso
insistir nesse feitiço mudo
pra que tanta travessura
esses encontros a escura
não sou santa
você sabe
mas o momento em que a porta se abre
eu não sei mais dizer não
não to fazendo teatro
a procura de atenção

quarta-feira, 13 de março de 2013

É preciso sair do mal caminho

ser brasileiro não é só
ir ao Cristo ao domingo
se gabar
o dia inteiro na praia, fugindo
esconder os problemas debaixo da saia

eu não me encaixo nessa omissão falha

é preciso rever os riscos
o que acontece
...
ver a gente agindo
não essa gente que esquece
é preciso

tirar o olho dos quintais alheios
melhorar os hospitais
a educação
querer os bairros cheios
de cultura
informação
pra isso tem que haver estudo bom
esse é o nosso escudo
contra a corrupção
vamos fazer o que se deve
resolver o que se preze
tirar de vez o vazio
desse rio tão lindo
que por ambição, vai se indo
pelo mal caminho...

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Você que sabe

você que sabe
como fui
como eu sou
aonde eu vim parar
sabe o que sobrou de mim
você eu deixo falar
que o futuro não cabe
nas minhas mãos
pra você que conhece
e esquece
cada minha contradição
até merece
toda a razão
é que as vezes sou sozinha
as vezes não
mas te dei um beijo na boca
pra ver essa face louca
da lua
da fase que não passa
só de trocar de rua
da coisa que ultrapassa
o entendimento
não minto pra dias mais gentis
eu aguento tudo o que fiz
é que quando sinto que preciso
mais e mais de você
eu admito o que vier

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

marmarinho das noites do rio

Cuspo poesia no seu copo
Espalho meu fracasso
em alegria
essa fantasia tao pouca
a ponto de se morrer
...
mas não vou deixar
o sol descer
vou deslizar por todo o mar
anoitecer no seu marinho
e me acabar
de me beijar
pernas, braços, boca
rio dos acasos das noites eternas

que me deixa louca
chega inspirar
tira o vazio
enche de letra

me faz esvaziar
esse cristo que me lembro
desde menina vendo
ainda existo quando olho por diante
quantos morros, quantos mares
quantos amantes
em seus caminhos
acasos, descasos
um vinho pra me enlaçar nos seus laços