já não importa se foi um sonho bom
eu ponho o som e fico a lembrar
cada jeito seu de me olhar
que eu abra a porta mil vezes
pra esse pecado me convencer
que arte não é macabra
paixão é sorte
e o que não se sabe é quase divino
o seu modo de ser menino
tão homem pra me cobrir
vem cá, dá um beijo
me poe pra dormir
e só me acorda quando voltar
eu não sei
o porque de tudo isso
insistir nesse feitiço mudo
pra que tanta travessura
esses encontros a escura
não sou santa
você sabe
mas o momento em que a porta se abre
eu não sei mais dizer não
não to fazendo teatro
a procura de atenção
quinta-feira, 14 de março de 2013
quarta-feira, 13 de março de 2013
É preciso sair do mal caminho
ser brasileiro não é só
ir ao Cristo ao domingo
se gabar
o dia inteiro na praia, fugindo
esconder os problemas debaixo da saia
eu não me encaixo nessa omissão falha
é preciso rever os riscos
o que acontece
... ver a gente agindo
não essa gente que esquece
é preciso
tirar o olho dos quintais alheios
melhorar os hospitais
a educação
querer os bairros cheios
de cultura
informação
pra isso tem que haver estudo bom
esse é o nosso escudo
contra a corrupção
vamos fazer o que se deve
resolver o que se preze
tirar de vez o vazio
desse rio tão lindo
que por ambição, vai se indo
pelo mal caminho...
ir ao Cristo ao domingo
se gabar
o dia inteiro na praia, fugindo
esconder os problemas debaixo da saia
eu não me encaixo nessa omissão falha
é preciso rever os riscos
o que acontece
... ver a gente agindo
não essa gente que esquece
é preciso
tirar o olho dos quintais alheios
melhorar os hospitais
a educação
querer os bairros cheios
de cultura
informação
pra isso tem que haver estudo bom
esse é o nosso escudo
contra a corrupção
vamos fazer o que se deve
resolver o que se preze
tirar de vez o vazio
desse rio tão lindo
que por ambição, vai se indo
pelo mal caminho...
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Você que sabe
você que sabe
como fui
como eu sou
aonde eu vim parar
sabe o que sobrou de mim
você eu deixo falar
que o futuro não cabe
nas minhas mãos
pra você que conhece
e esquece
cada minha contradição
até merece
toda a razão
é que as vezes sou sozinha
as vezes não
mas te dei um beijo na boca
pra ver essa face louca
da lua
da fase que não passa
só de trocar de rua
da coisa que ultrapassa
o entendimento
não minto pra dias mais gentis
eu aguento tudo o que fiz
é que quando sinto que preciso
mais e mais de você
eu admito o que vier
como fui
como eu sou
aonde eu vim parar
sabe o que sobrou de mim
você eu deixo falar
que o futuro não cabe
nas minhas mãos
pra você que conhece
e esquece
cada minha contradição
até merece
toda a razão
é que as vezes sou sozinha
as vezes não
mas te dei um beijo na boca
pra ver essa face louca
da lua
da fase que não passa
só de trocar de rua
da coisa que ultrapassa
o entendimento
não minto pra dias mais gentis
eu aguento tudo o que fiz
é que quando sinto que preciso
mais e mais de você
eu admito o que vier
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
marmarinho das noites do rio
Cuspo poesia no seu
copo
Espalho meu fracasso
em alegria
essa fantasia tao pouca
a ponto de se morrer
... mas não vou deixar
o sol descer
vou deslizar por todo o mar
anoitecer no seu marinho
e me acabar
de me beijar
pernas, braços, boca
rio dos acasos das noites eternas
que me deixa louca
chega inspirar
tira o vazio
enche de letra
me faz esvaziar
esse cristo que me lembro
desde menina vendo
ainda existo quando olho por diante
quantos morros, quantos mares
quantos amantes
em seus caminhos
acasos, descasos
um vinho pra me enlaçar nos seus laços
Espalho meu fracasso
em alegria
essa fantasia tao pouca
a ponto de se morrer
... mas não vou deixar
o sol descer
vou deslizar por todo o mar
anoitecer no seu marinho
e me acabar
de me beijar
pernas, braços, boca
rio dos acasos das noites eternas
que me deixa louca
chega inspirar
tira o vazio
enche de letra
me faz esvaziar
esse cristo que me lembro
desde menina vendo
ainda existo quando olho por diante
quantos morros, quantos mares
quantos amantes
em seus caminhos
acasos, descasos
um vinho pra me enlaçar nos seus laços
Cura
em meio de poesia
eu venho lhe mostrar
que eu fui só fantasia
pra tentar me salvar
entre as agonias da cidade
me fiz meu par
imune das maldades
só se pune quem não sabe amar
eu quis
ser rainha nesse mundão
sozinha, sem documento e sem razão
fugir em vento por onde ele me levar
fazer minha casa o mar
me perdi pelas areias da praia
te escondi debaixo da minha saia
então em meio de poesia
eu venho lhe mostrar
que eu fui só fantasia
pra tentar me salvar
e agora
que a vida já não é mais luar
é o amanhecer que liberta
com você minha escolha certa
vamos fazer as malas na encolha
deixa piedade aos caretas nas suas salas escuras
talvez você se esqueça
mas eu não
que nós dois juntos
é a cura
eu venho lhe mostrar
que eu fui só fantasia
pra tentar me salvar
entre as agonias da cidade
me fiz meu par
imune das maldades
só se pune quem não sabe amar
eu quis
ser rainha nesse mundão
sozinha, sem documento e sem razão
fugir em vento por onde ele me levar
fazer minha casa o mar
me perdi pelas areias da praia
te escondi debaixo da minha saia
então em meio de poesia
eu venho lhe mostrar
que eu fui só fantasia
pra tentar me salvar
e agora
que a vida já não é mais luar
é o amanhecer que liberta
com você minha escolha certa
vamos fazer as malas na encolha
deixa piedade aos caretas nas suas salas escuras
talvez você se esqueça
mas eu não
que nós dois juntos
é a cura
domingo, 6 de janeiro de 2013
Instantes
Aldeia velha
Ideias passadas
Quanta coisa foi guardada
O sol vai nascer
O dia que amanhece
O ano que vai
Pra se esquecer
Se liberta
A beira do mundo
O improvável
O profundo
É o que fica
Dentro de si
Incentiva a se desvair
E o sol que eu vi
A um segundo atrás
Fechei os olhos
Abri
Já não vejo mais
Ideias passadas
Quanta coisa foi guardada
O sol vai nascer
O dia que amanhece
O ano que vai
Pra se esquecer
Se liberta
A beira do mundo
O improvável
O profundo
É o que fica
Dentro de si
Incentiva a se desvair
E o sol que eu vi
A um segundo atrás
Fechei os olhos
Abri
Já não vejo mais
Consumo a mim mesma
Qualquer poeta é santo, sim, na sua imaginação, e por que não assim? Vítima dos seus sonhos, apaixonado pela vida, salvador, do amor da partida. Acredita-se até, que paz é estado de morte, amor em guerra, seria sorte!? Ou poesia? E o que será que eu diria? Que perdida já em fantasias, fui feliz, fiz de tanta história viva, cada frase em si sentida dos dedos do pé até a boca, aonde louca fui, deixei-me dominar. Amor... será. Tirou tudo de mim, todo o pudor, todo o medo, já não restou.
A coragem, quem sabe, que predomina... Já sou mulher, mas vivo nos tempos de menina, a era da infância que inspira, sem ganancia, essa ânsia da inocência já perdida. Essa descencia hipócrita que de nós é exigida.
Afinal, seria grosseria a mais pura sinceridade!? E se for, qual será a maldade meu bem? Se nesse mundo, jamais vivemos sem!? Insanidade é não explorar, ser explorado, alma que só existe passado, insano é estar de partida, sem mesmo estar
Com licença, eu vou viver da minha presença, não contar os meus anos, deixar apenas as marcas e quando quiser, meu bem, sumir como fumaça, e me consumir, se quiser, também faça.
A coragem, quem sabe, que predomina... Já sou mulher, mas vivo nos tempos de menina, a era da infância que inspira, sem ganancia, essa ânsia da inocência já perdida. Essa descencia hipócrita que de nós é exigida.
Afinal, seria grosseria a mais pura sinceridade!? E se for, qual será a maldade meu bem? Se nesse mundo, jamais vivemos sem!? Insanidade é não explorar, ser explorado, alma que só existe passado, insano é estar de partida, sem mesmo estar
Com licença, eu vou viver da minha presença, não contar os meus anos, deixar apenas as marcas e quando quiser, meu bem, sumir como fumaça, e me consumir, se quiser, também faça.
Olhos de Primavera
Seus olhos
Cor de primavera
Floresce vida
a sua esfera
Em que contida
vivo
Feito flor
Me alimento do seu amor
Que em mim cresce
Bem mais
A felicidade verdadeira
vem sem paz
Sem monotonia
Essa poesia que escorre pelas mãos
dedos
desabrocha os segredos
Atropela os planos
anos
Tira a razão
Um tiro no escuro
Faz te querer até lá no futuro
Como o verão sonha rosa
O sol com a lua
Uma proza que supera
Uma noite bastante
pra só seus olhos de primavera
Só eles
Comigo adiante
Cor de primavera
Floresce vida
a sua esfera
Em que contida
vivo
Feito flor
Me alimento do seu amor
Que em mim cresce
Bem mais
A felicidade verdadeira
vem sem paz
Sem monotonia
Essa poesia que escorre pelas mãos
dedos
desabrocha os segredos
Atropela os planos
anos
Tira a razão
Um tiro no escuro
Faz te querer até lá no futuro
Como o verão sonha rosa
O sol com a lua
Uma proza que supera
Uma noite bastante
pra só seus olhos de primavera
Só eles
Comigo adiante
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
ao longo de seus pensamentos, artistas produzem mais em silêncio do que com seus passos, embora abraços, distantes, presentes, façam com que levem a diante, suas letras, nossas frases, pequenas fases que constroem, pequenos obstáculos a serem superados, coisas do passado, que ficam e vão, em um simples vento se for em vão, ou não...
imenso mar a se deslizar ao marinho da noite, sozinho.. serão em vão? as foices em que se amarrou na madrugada, as casas em que suas rosas foram deixadas, prozas, diria contentes, diante de cada dente que se sorri, sua alegria, imensa noite, a se fazer existir
imenso mar a se deslizar ao marinho da noite, sozinho.. serão em vão? as foices em que se amarrou na madrugada, as casas em que suas rosas foram deixadas, prozas, diria contentes, diante de cada dente que se sorri, sua alegria, imensa noite, a se fazer existir
domingo, 9 de dezembro de 2012
O que é ser direito?
Vejo o sol cair
cidade inteira a se diluir
enquanto a lua chega
amarelada, linda
a noite a escurecer
danada menina
suas pernas,
suas ruas,
suas praias eternas
suas vaias ao fim de jogo
o brasil todo quem sabe enfim
dá um jeito
é nessa falta de respeito
ao governo a miséria que merecem
pelo tanto que nos esquecem
á nós, moradoes, trabalhadores
aos cariocas, um timtim
Quem sabe ao contrário se descobre onde entoca
sem endereço, sem horario
Só deixar o sol nascer
as ondas no mar a se mover
sem preconceito de viver
Afinal, o que é ser direito?
as vezes sou tão ambiciosa
que quero o mundo pra mim
pra sentir, consumir profundo
pra entender, me misturar
me embebedar de vida
sem saber aonde vou parar
cidade inteira a se diluir
enquanto a lua chega
amarelada, linda
a noite a escurecer
danada menina
suas pernas,
suas ruas,
suas praias eternas
suas vaias ao fim de jogo
o brasil todo quem sabe enfim
dá um jeito
é nessa falta de respeito
ao governo a miséria que merecem
pelo tanto que nos esquecem
á nós, moradoes, trabalhadores
aos cariocas, um timtim
Quem sabe ao contrário se descobre onde entoca
sem endereço, sem horario
Só deixar o sol nascer
as ondas no mar a se mover
sem preconceito de viver
Afinal, o que é ser direito?
as vezes sou tão ambiciosa
que quero o mundo pra mim
pra sentir, consumir profundo
pra entender, me misturar
me embebedar de vida
sem saber aonde vou parar
Assinar:
Postagens (Atom)