terça-feira, 10 de março de 2015

O Amanha Virá

‪Nas manhãs mais doces
que o ontem trouxe
E o amanha virá
Há de ter razão
pra tanta complicação
que essa vida canta por ai
Mas não vou fugir
do hoje por causa disso
Se der ainda faço um feitiço
da noite chegar tão linda
Como um abraço no escuro
um brilho do futuro
nos olhos de uma mulher..
Deixo na barriga um frio
ocupando os espaços vazios
Não me queixo das horas massivas
observando as ruas,
esquecendo os fracassos
vigiando a lua
Atenta no agora que vou levando
Agora que eu faço
E eu vou cantarolando..




sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Sem Postura

As vezes é preciso
Um pouco de loucura
Abrir mão do juízo
Perder a postura
Gritar em tom rouco
Ter no rosto um sorriso
As vezes só o gosto bom
Satisfaz
Tem dias que a alma quer mais
Horas de fantasia
Agonias casuais
Umas no desespero
Outras na calma, 
numa paz
Não sei se sou só eu
Ou que lei meu corpo absorveu
Mas pra mim até faz sentido
Uma contradição que levo comigo
De fazer o que quiser
E vai vir o que vier
Não adianta fugir, mulher!
A vida alcança seus sonhos mais escondidos
Só a transparência
Não corre perigo!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Ondas

Elas que sempre me contaram
a maré que a vida vai levar
Recitaram ida e volta.
como quiser;
foi dito que elas dançam no mar
Cansam os pecados
Não deixam se espalhar
Tocar que purifica,
acorda os afogados
Explica
que todos nós temos passado
o que fica
É o que deixamos amarrado

sábado, 13 de setembro de 2014

Meados de Agosto

O que me acorda por dentro
Dá corda as fantasias
Deixa que eu invento
Aquele vento que bate no rosto
Em meados de agosto
Alguns sentimentos lembrados
Na hora que devem ser
E o agora que tanta gente intervém
Por esquecer
O que será ou não história
O que importa na verdade!?
Se as vezes o mar traz saudades
Que não são capazes de se levar
A sério pra sua realidade
E os segredos que a lua ainda vai desvendar
Com o mesmo enredo
Que a boêmia vem traçar
Nunca é tarde ou cedo
Pra se perder ou se encontrar






quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Palavras em Construção

Vou falar
Pro meu rio de janeiro,
Que ultimamente
Tem me dado um desespero..
Com governo indecente,
Que só pensa em dinheiro
A fome de tanta gente
Essa falta de instrução,
Que consome o brasileiro!
Me dá uma razão,
Pra essa valsa no escuro
Diz,
O que será no futuro!?
Com esse sistema infeliz..
É o sol de Ipanema
Se arriscando por um triz
Que traz a esperança!
Com o sal riscando
Esses dias fúteis
E o que será com essa ganancia!?
Da fantasia na Terra do Mar!?
que enterra tanta coisa..
Tanta gente inocente
Quanta política que ainda mente!
A minha crítica que arde nas mãos,
Vira a arte
Das palavras em construção

É Sal Que Corre Nas Veias

Carioca da gema,
Desde pequena eu existo
Com o amanhecer do Cristo
Pra me dar bom dia..
O por do sol em Ipanema
As poesias, aplausos..
Nesse rio que é meu palco,
Eu me desfaço
Perdendo por ai meu pudor
O descaso na palavra amor,
E os princípios perdidos
Em tanto mar..
Desde o inicio,
Armando um jeito de se amarrar
As suas areias cheias de defeitos
Mas o que fazer!?
Se só aqui eu me endireito..
Seu sal corre nas minhas veias,
É tão banal, mas tão fatal que me incendeia!


(Bianca 90epoucos)

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Passarinho do Verão

Ô passarinho do verão
Vê se te toca essa canção
Que diz meu corpo é seu ninho
Nossos dias chegarão
Lá vem dezembro, depois janeiro
As vezes lembro
bem de ligeiro,
Nós dois no tempo tão passageiro
E bate um vento
Que leva tudo..
Parte em tom de veludo
Na boca fica o gosto bom,
Suposto beijo
No ouvido o som
Da maresia, ô passarinho
Que há muito tempo já fazia
Do seu canto a poesia
E todos loucos vão reparar
A sua falta de razão
Corre pro ninho, viaja o mundo
Vou ser assim, nunca me afundo!
Como o Passarinho do Verão..



segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Coração do Rio

A inconsequência da politica,
Faz a sequencia do pais
Eu com o lápis e o papel,
Admiro o céu..
Enquanto o povo critica
E não faz nada
Sou só mais um réu nessa caminhada
Os verdadeiros culpados,
Não andam pela calçada
Só de carrão blindado
... Achando que aqui é primeiro mundo
Nos seus apartamentos de luxo,
Não usam seu tempo pra ver o problema ao fundo..
O tormento de tanta gente,
Esses chãos sujos
Essa falta de atenção!
Que deixa essa dor no coração
Do meu rio de janeiro
Cantando em desespero..
Meço as possibilidades
Peço uma salvação
Pra não ficar na saudade...

Paraíso e Inferno de Todo Dia

Tarde de inverno,
da janela vejo o Cristo..
Todo dia entre o paraíso e o inferno
Assim eu existo!
Carioca que é feito de poesia
deslizo pelo asfalto,
salto!
deixo pra trás os defeitos..
Faço da bohemia o meu palco!
Amo demais, odeio, até encho o saco,
É que o meu plano foi rasgado no meio..
E ai eu descobri ;
Só o que preencho é o agora
Pra fazer o que quiser
Joguei ao léu qualquer passado,
Conheci o breu e o mais radiante sol
Aprendi a seguir a diante
Que o mundo é meu,
E sou eu quem joga o anzol!

Quadro do Rio

Lembro bem
da minha vista via um quadro
Cor por cor
Todo pintado!
De repente corro reto,
meu corpo sente me tocar..
Água salgada, forte
Brava a me devorar
Lugar mais louco esse meu Rio de Janeiro!
mais que lugar de sorte!
Capaz de ser dividido
em pequenos paraísos,
fora os brasileiros
O sorriso pela rua de felicidade que encanta,
o cantor que feito gato
mia pra lua e diz que canta!
O poeta faz poesia,
no quiosque de ipanema..
O ator enlouquece no cinema, na tv
rede globo, nosso rock, mpb..
País que cospe artista!
escarra e depois chispa..
ô gente que sabe ser feliz!!
e escapa por um triz..